A dança do “sobe e desce” da Bolsa de Valores

Diariamente, acompanhamos pelas notícias o “sobe e desce” da Bolsa de Valores, mas você sabe por que acontece isso? Quais são os fatores que fazem a Bolsa oscilar tanto?

O investimento na Bolsa de Valores, normalmente, é movido pela oferta e procura. A explicação mais fácil seria dizer que o preço de uma ação baixa quando existem mais investidores a vender ações dessa empresa do que a comprar. Sobe quando existem mais investidores a comprar do que a vender.

Toda empresa precisa de capital (dinheiro) para realizar investimentos, uma boa alternativa constitui recorrer aos bancos que emprestam o dinheiro sendo cobradas determinadas taxas de juros. Dependendo do valor, os bancos cobram juros altos tornando o empréstimo inacessível, impossibilitando o negócio. Quando uma empresa está diante de tal situação, a única forma é abrir seu capital no mercado de ações. As empresas podem ser limitadas ou sociedade anônima, se for limitada seu capital não é aberto, sendo as cotas pertencentes a uma pessoa ou a vários sócios. As sociedades anônimas são aquelas cujas cotas não pertencem a uma pessoa específica, elas estão divididas em ações que podem ser transacionadas livremente.

As Bolsas de Valores possuem papel fundamental no momento em que uma empresa abre seu capital, pois são elas que vão gerir todo o negócio de venda e compra de ações. As cotas são divididas e, estabelecendo o preço das ações, poderão ser lançadas e vendidas no mercado. Vendidas as ações e debitados os devidos impostos, todo o dinheiro vai para a empresa. A empresa deve se comprometer a resguardar parte do lucro para dividir individualmente com as pessoas detentoras das ações da empresa, sendo que quem compra as ações passa a ser acionista da instituição.

De posse das ações, os investidores procuram o melhor momento para vender suas ações ou comprar títulos de outras empresas. As Bolsas regularizam tais negociações tornando-as seguras para quem compra e vende. Esse tipo de negócio possui vantagens e desvantagens, o sobe e desce dos índices podem gerar lucros ou prejuízos. O reflexo da Bolsa em um determinado país consiste na seguinte situação, vamos supor um momento de crise econômica mundial: os bancos e investidores aplicam fortunas de olho no mercado mundial e no crescimento econômico, mas, ao sentirem que o mercado está em crise, os investidores começam a tirar o dinheiro do mercado, sem dinheiro as ações aumentam em quantidade e perdem valor, afetando diretamente o investidor e a própria empresa, que, dependendo da crise econômica, precisa cortar gastos e, consequentemente, demitir funcionários, aumentando os índices de desemprego.

A importância da Bolsa de Valores brasileira ainda é pequena para a economia, quando comparada a outras bolsas como a dos Estados Unidos, Japão e Alemanha. Segundo alguns indicadores de mercado financeiro, em 2010, o valor total de ações transacionadas no mercado brasileiro era de aproximadamente US$ 336,1 bilhões, representando 43% do PIB. Nos Estados Unidos, no mesmo ano, esses valores eram, respectivamente, de US$ 15,197 trilhões e 200%. No Japão era de US$ 2,5 trilhões e 78%; na Alemanha, de US$ 1,1 trilhão e 51%.

O importante é você perceber que a Bolsa de Valores é um mercado de riscos decorrentes de uma série de fatores: alteração na taxa de juros, divulgação de indicadores econômicos – inflação, poupança, guerras, atentados e muito mais. Apesar disso, todas as pessoas que possuem ações e estão dentro desse mercado, quando existe a queda, são afetadas em um nível não tão alto, mas serão afetadas. Portanto, ao investir, tem de se estar disposto a ganhar ou perder.

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Por Soraia Prates