Reinventando a roda

O círculo não é o único formato possível para os pneus da sua bicicleta.

Você trocaria as rodas do seu carro ou da sua bicicleta por outras com este formato?

 

 

 

Se você acha que vai ter dificuldade em movimentar um veículo com rodas que não sejam circulares não deixa de estar certo. Mas há algumas exceções. 

Observe as rodas das bicicletas, automóveis e tudo o mais que circula pelas ruas. Todas elas têm o formato de um círculo. Essa forma é a escolhida porque a distância constante entre o centro da roda é o chão (o raio) faz com que o deslocamento do veículo aconteça sem solavancos, facilitando o transporte de cargas e pessoas.

Mas o círculo não é a única forma geométrica com essa propriedade. As figuras mostram outras possibilidades de formatos para rodas que também garantiriam um deslocamento suave.

  

 

 

Essas figuras são chamadas de polígonos de Reuleaux. Cada um deles é construído sobre um polígono regular com número ímpar de lados, mas de forma que o diâmetro da figura seja constante. 

Por exemplo, para construir o triângulo de Reuleaux parte-se de um triângulo eqüilátero. Com a abertura do compasso igual à medida do lado do triângulo e a ponta seca em um dos vértices, traça-se um arco que une os dois outros vértices. Repetindo-se a operação em cada vértice obtém-se uma figura que tem diâmetro constante.

 

 

Experimente desenhar um triângulo desses em papelão, recorte-o, e faça um furo exatamente no meio (a intersecção das alturas do triângulo eqüilátero inicial). Apoie o triângulo de Reuleaux sobre uma régua e com um lápis no furo central faça a figura girar sobre a régua, acompanhando a linha que é traçada pelo lápis. Como aconteceria se você fizesse com um círculo, a linha será paralela à régua, sem oscilações.