Quando a Matemática não é exata.

Para que serve o cálculo estimativo?

 

Imagine a seguinte situação: você está em casa e o telefone toca. É a sua mãe que está ligando. Ela está em uma loja de tintas e descobriu que há uma sensacional promoção que ela não pode perder, e por isso quer saber qual a cor que você prefere para pintar seu quarto. Ela também pergunta a você quantos metros de parede o quarto tem, para comprar a quantidade necessária de tinta. Com o telefone na mão, e rapidamente, como você pode medir e calcular a área das paredes do quarto?

Em um momento desses o cálculo estimativo se mostra útil. Por exemplo, para medir a altura até o teto, você pode tomar como base a altura da porta. A maioria delas mede 2,10 m. A diferença até o teto tem mais ou menos o tamanho de uma régua escolar (30 cm)? Ou é semelhante à largura da sua cama de solteiro (90 cm)? Dessa maneira já dá para saber se a altura está mais próxima de 2,40 m ou de 3 m.

Da mesma maneira, contando quantas vezes a largura da cama cabe na parede, ou quanto há além do comprimento da cama até a outra parede, você pode fazer uma estimativa das medidas do quarto, sem precisar de uma trena.

Em um caso como esse, depois de calcular a área total a ser pintada, e o número de latas de tinta necessário, é bom arredondar o resultado para cima, evitando que o cálculo inexato faça com que falte tinta para o serviço. A sobra, se houver, pode servir para futuros retoques na pintura.

Segundo o professor de Física da Universidade Old Dominion, Lawrence Weinstein, realizar estimativas de um determinado valor podem ser suficientes para a nos ajudar a tomar decisões, sem que seja necessário fazer um trabalhoso cálculo de precisão.

É importante, portanto, desenvolver a capacidade de realizar estimativas razoáveis, que nos ajudem a antecipar resultados, validá-los, ou tomar decisões rapidamente.